A abertura foi realizada pelo presidente da ANPR, Antonio Carlos Alpino Bigonha, que durante os debates teve uma conduta correta ao oferecer o contraditório aos argumentos apresentados e, permitir inclusive, que o assessor jurídico da ABLE, Sear Jasur fizesse parte da mesa.
Em seguida, o superintendente de Loterias e Jogos da Caixa, Paulo Campos apresentou o painel “Administração do Serviço Público das Loterias Federais pela CEF”. Na seqüência, o presidente da Associação Brasileira de Loterias Estaduais, Roberto Rabello, apresentou o “ Papel Social das Loterias Estaduais” (confira o texto na íntegra em Opinião).
Com exceção da apresentação “O Papel Social das Loterias Estaduais” e “Administração do Serviço Público das Loterias Federais pela CEF”, os outros painéis foram de pautas negativas para o setor, como: “A experiência dos órgãos de fiscalização – Lei Maguito”, pelo auditor da Caixa Econômica Federal, Max Costa, que apresentou os problemas enfrentados pela Caixa com a fiscalização dos bingos durante a época que a atividade estava ligada ao Indesp.
A psicóloga e coordenadora do Ambulatório de Jogo Patológico(Amjo), Maria Paula Magalhães Tavares de Oliveira, abordou os problemas dos jogadores patológicos.
Já o senador Magno Malta, além de afirmar que o Brasil não tem vocação para o jogo, fez acusações irresponsáveis, vinculando o setor de jogos e loterias no país ao tráfico de drogas e ao crime organizado.
Como a pauta estava tendenciosa, o presidente ANPR, Antonio Carlos Alpino Bigonha, permitiu que o assessor jurídico da ABLE, Sear Jasur, defendesse alguns pontos que tinham sido apresentados anteriormente, principalmente sobre as acusações do senador Magno Malta.
Entrevista coletiva
Ao final do evento, o presidente ANPR, Antonio Carlos Alpino Bigonha e a procuradora da República do Distrito Federal, Raquel Branquinho foram responsáveis pelas entrevistas para a imprensa.
Na entrevista, o presidente Antonio Bigonha comentou que seria melhor estudar melhor o assunto, afirmando que a ANPR não tinha posição firmada, a favor ou contra. Mas ao longo da tarde houve uma mudança de postura com a divulgação da Nota Técnica (em Opinião).
Os questionamentos da ANPR, acerca da constitucionalidade do PL 427/07, surgiram somente nesta Nota divulgada após a entrevista coletiva para a imprensa, já que no seminário o tema não foi abordado.
Obsoleto
O posicionamento contrário do Ministério Público à modernização da legislação de jogos e loterias no Brasil, continuará empurrando o jogo para ilegalidade e para clandestinidade, transformando as boas intenções dos honrados cidadãos em novos negócios para o crime organizado. Pensem nisso!
Fonte: www.magocom.com